
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Juliana chegou.

sábado, 19 de janeiro de 2008
De volta ao trabalho.

Bom, eu não poderia deixar de contar pra voces como foi meu primeiro dia de trabalho, depois de duas semanas de férias.
Ontem, às 14h horas, estava eu bonitinha, de uniforme, toquinha de renda na cabeça e doidinha pra trabalhar. Ai, ai! Voce acredita, não é?
Pois é... Eu até que fiquei surpresa, a Chef me recebeu com um sorrisão nos lábios, coisa que nunca acontece. Ela é mal humorada à bessa. Mas eu nem ligo, já tô bastante acostumada com pessoas mal humoradas. Isso eu tiro de letra. E eu nem estava entendendo nada, sabe? Mas até que eu estava gostando, afinal, sempre que saio de casa pra ir trabalhar peço ao meu Senhor pra me ajudar e me dar muita força pra suportar as situações desagradáveis. E isso é infalível, sempre tem. Principalmente no ambiente stressante que é a cozinha na hora do pic. Mas Ele sempre me abençoa, glória à D'us por isso!
Ontem, às 14h horas, estava eu bonitinha, de uniforme, toquinha de renda na cabeça e doidinha pra trabalhar. Ai, ai! Voce acredita, não é?
Pois é... Eu até que fiquei surpresa, a Chef me recebeu com um sorrisão nos lábios, coisa que nunca acontece. Ela é mal humorada à bessa. Mas eu nem ligo, já tô bastante acostumada com pessoas mal humoradas. Isso eu tiro de letra. E eu nem estava entendendo nada, sabe? Mas até que eu estava gostando, afinal, sempre que saio de casa pra ir trabalhar peço ao meu Senhor pra me ajudar e me dar muita força pra suportar as situações desagradáveis. E isso é infalível, sempre tem. Principalmente no ambiente stressante que é a cozinha na hora do pic. Mas Ele sempre me abençoa, glória à D'us por isso!
De repente a abençoada da minha Chef me manda bater manteiga. Gente, voces nem podem imaginar... até agora eu não consigui entender. Um país de primeiro mundo e eu batendo cinco litros de creme de leite à mão. Voces acreditam? Pois é. Eu que moro lá no interior das Minas Gerais bato a manteiga numa batedeira elétrica que em cinco minutos me dá um resultado excelente. E aqui, na França, dentro da cozinha de um Chef estrelado a manteiga é batida numa caixa velha de madeira que deve ter lá os seus cinquenta anos ou mais. A manivela da bicha já está tão gasta que as peças nem se encaixam direito mais. Fica tudo bambo. E conforme voce vai rodando a manivela as peças soltam, a élice desencaixa lá dentro e aí é aquela confusão. Mas eu já tô escolada e a manivela não me pega mais. Eu fico boneca prestando atenção. Da primeira vez que fiz a manteiga, ganhava pito toda vez que a manivela soltava. Só que agora ela não solta mais. Eu não deixo a peteca cair. Ah, se a vigilância sanitária soubesse disso! No meu país é ferro na certa. Mas tudo bem, vamos lá. Gente, são quarenta e cinco minutos manivelando sem parar e "vite", "vite", "vite". Rápido, rápido e muito rápido, sem parar. E a cada cinco minutos eu olhava para o relógio e clamava: -D'us, renova as minhas forças. Abria a caixola e via que ainda faltava muito. Suava igual égua velha. Eu já havia feito antes, logo quando cheguei. Então já não era novidade e eu bem que sabia o tempo que ía gastar. Quando venci os quarenta e cinco minutos parecia uma eternidade. E eu pensava, se fosse contar as maniveladas dadas bem que dava para ir de Mariana à Ouro Preto de bicicleta. Ah, isso dava!
Mas, tirando a manteiga, o trabalho foi interessante. Cardápio novo, ingredientes novos. Novidades. Aprendi um pouco mais. Me diverti bastante e agora os músculos dos braços estão durinhos iguais aos do maridão. Hahahahahaha.
Diversão para Marcos Paulo.






quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
De Carnac para Vannes.









Chegamos na estação de Vannes por volta de 13h e nosso ônibus para La Roche sairia às 18h20. Então resolvemos passear lá no centro, visitar algumas lojas, verificar as liquidações e quem sabe, comprar mais livros de gastronomia. De repente chegamos no porto. Paramos pra descansar um pouco e comer alguma coisa. Comprei um sanduiche (baguete com peito de frango, maionese, batata frita e suco de uva) e meu amigo ficou só de coca-cola mesmo. Os passarinhos começaram aproximar em busca de alimento. De repente tinham mais de dez ao nosso redor. Que lindo!
O tempo estava gostoso, às vezes parecia que ía chover, às vezes as nuvens passavam rapidamente e o sol surgia. Apreciar aquela paisagem estava até agradável. Melhor que ficar andando pra lá e prá cá esperando as quatro horas, que tinhamos pela frente, passarem.
Os pássaros nos fizeram companhia durante boas horas alí na beirada do porto. Disputavam as migalhas de pão que jogávamos no chão e às vezes até brigavam. Um era mais esperto que os outros e dominava o pedaço numa esperteza de impressionar qualquer pessoa. Eles faziam um malabarismo no ar que tornou um espetáculo para nós.
Já cansado de brincar com os pássaros, cansado de alimentar os pássaros e cansado de esperar a hora passar, meu companheiro resolveu sair pra paquerar. Disse que não era pra mim preocupar mas que ele tinha certeza que ia arrumar um gatinha. Saiu andando e de repente encontrou com duas velhas que passeavam pelo porto. Uma delas levava um cachorrinho para passear ou pra fazer xixi na rua. Talvez! E não é que o danado cantou a velha! Quando ela olhou pra ele e viu que era um brasileiro, gato, sarado e cheio de talento, a velha não resistiu e começou passar mal. Foi ficando pálida, pálida e as pernas bambeando até cair no chão. A amiga dela dizia: -me ajuda moço, por favor! O Lúcio, mais que depressa agarrou a cintura da velha e até que ela gostou. Se entregou e caiu nos braços dele de uma só vez. Ele juntava a velha, a velha escurregava e caía no chão. Ele juntava a velha e a velha caía novamente. Tava um pagode.
De repente, lá do outro lado da rua passava uma van da prefeitura local. Quando o motorista olhou pra cá e viu que tinha um bate boca danado, mais que depressa freiou o carro, abriu a porta e veio correndo com o seu companheiro de trabalho, saber o que estava acontecendo. O Lúcio dizia: -não foi nada não, foi só um sustinho. Já tá tudo sobre controle, tá tudo bem agora. E o homem ficou meio desconfiado, desacreditando no meu amigo, então resolveu certificar com a velha: -a senhora está bem? A velha dizia: num sei... eu tô sonhando ou é verdade mesmo isso que me aconteceu! O homem dizia: -dona, a senhora está muito pálida, nós vamos chamar a ambulância e vamos levar a senhora para o hospital. A velha resistia dizendo que só ía para o hospital se o Lúcio fosse com ela. Já pensou só? Que velhinha safada, né? Até que ela estava gostando da idéia...
Voces nem imaginam como estava engraçado a cena. O Lúcio ajuntava as pernas da pobrezinha e dizia: -vem meu bem, voce aguenta sim. Vamos tentar só mais uma vez... E a velha arriava. Ele falava repetidamente: -me ajuda gente, me ajuda. E a velha nada!
Os caras resolveram chamar o corpo de bombeiros logo de uma vez. Tenho certeza que era pra apagar o fogo do Lúcio. Claro que era... E aí foi aquela confusão, as pessoas iam passando e se ajuntando, mais e mais, formando uma multidão de curiosos. Alguns até arriscavam me perguntando: -aquilo é um homem ou uma mulher? E eu dizia: -é uma mulher, coitadinha. E ela tá muito mal. O Lúcio vermelhinho de vergonha e puto porque percebeu que eu estava de longe registrando tudo. De vez em quando ele me dava sinal e dizia assim: -pára com isso sô... cê tá rindo da desgraça dos outros? Faz isso não. E aí que eu me divertia mesmo. Me diverti, um tanto com os pássaros e depois mais um tanto com o Lúcio e as suas velhinhas. Kakakakakakakaka!






Conhecendo Carnac.










quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Sábado em "Belle-Île".















A formação de uma camada de espumas em cima da areia.
























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